Estamos vivendo uma explosão de lives e encontros virtuais, diversos profissionais oferecendo aulas, cursos e bate-papos. Muitas vezes são tantos que nem conseguimos acompanhar a agenda! Mas você tem conseguido aproveitar? E o que você pode oferecer?
Há muita confusão entre acesso a informação e aprendizagem. Em recente entrevista à CNN, Leandro Karnal dá o exemplo em relação a pessoa que faz um exame e antes de levar ao médico, busca no Google e faz sua própria interpretação dos resultados, ao invés de procurar o profissional que estudou anos para fazer a mesma interpretação.
Isso é uma tendência mundial em função do amplo acesso a informação que a internet oferece, mas não significa que gere aprendizagem de fato. A aprendizagem é um processo de construção complexo em que a pessoa toma contato com informações, gera reflexão ativa, e em última instância, muda o comportamento de quem viveu essa experiência.
Diferentemente de teorias antigas na educação que eram focadas em memorização e repetição, hoje sabemos que a aprendizagem parte de uma ação interna do indivíduo, de um interesse ou necessidade, e que para isso as trocas, as vivências e as experiências são ricas fontes para esse processo.
O conhecimento não fica restrito a pessoas com educação formal, mas pode ser uma carreira construída a partir de um ofício como uma artesã, um microempreendedor, um prestador de serviço que tem sucesso dentro do seu nicho. São conhecimentos empíricos que podem ser compartilhados e auxiliar outros que estão iniciando, diferentemente de informações aleatórias encontradas na internet.
De certa forma, a modalidade on line democratiza o acesso tanto para quem busca quanto quem quer oferecer aprendizagem, valorizando as trocas e acesso direto. Mas quem está oferecendo a atividade precisa ter profundidade e didática, pensando em como proporcionar o melhor aproveitamento aos participantes.
E você, como está aproveitando essas tendências para demonstrar a sua expertise?
Autora: Carina Vasconcellos Abreu
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